Além das horas economizadas: Construindo o caso de negócio para automação agente
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Este artigo argumenta que os modelos tradicionais de ROI, que se concentram exclusivamente nas horas economizadas, são inadequados para justificar investimentos em automação agêntica, pois ignoram impulsionadores críticos de valor. Os autores propõem o Modelo de Valor Agêntico, que mede quatro dimensões: economia de tempo, tratamento de exceções, qualidade das decisões e resiliência à mudança. Diferentemente do RPA baseado em regras, os agentes lidam com tarefas complexas utilizando julgamento e adaptabilidade, exigindo uma transição da contagem de horas de trabalho para a medição de resultados econômicos, como a redução de custos de erros e a melhoria da integridade decisória. O texto enfatiza que a capacidade liberada deve ser realocada ou resultar em redução de despesas para impactar o DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício), em vez de simplesmente preencher filas de espera existentes. Exemplos reais da Kitsa, dLocal e Genpact ilustram como essas dimensões se aplicam a ensaios clínicos, conformidade em pagamentos e riscos na cadeia de suprimentos. Para priorizar fluxos de trabalho, o artigo sugere uma matriz baseada na complexidade da tarefa e no risco decisório, orientando as organizações a escolherem entre RPA, automação agêntica ou supervisão humana. Por fim, recomenda-se apresentar a automação como um portfólio de projetos com regras claras de encerramento e indicadores-chave de desempenho (KPIs) para garantir o apoio da liderança e assegurar a realização escalável de valor.
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